No improvável, convém se manter aberto.
No inseguro, convém se manter flexível.
No incerto, convém se manter moldável.
(Ricardo Gondim)
quinta-feira, 14 de outubro de 2010
Ela é ...
“ela é uma moça de poses delicadas,
sorrisos discretos e olhar misterioso.
ela tem cara de menina mimada,
um quê de esquisitice, uma sensibilidade de flor,
um jeito encantado de ser, um toque de intuição
e um tom de doçura.
ela reflete lilás, um brilho de estrela, uma inquietude,
uma solidão de artista e um ar sensato de cientista.
ela é intensa e tem mania de sentir por completo,
de amar por completo e de ser por completo.
dentro dela tem um coração bobo,
que é sempre capaz de amar e de acreditar outra vez.
ela tem aquele gosto doce de menina romântica
e aquele gosto ácido de mulher moderna.”
Caio Fernando Abreu
quarta-feira, 13 de outubro de 2010
quinta-feira, 7 de outubro de 2010
Amando
Se eu falar de amor, vou me perder...
Então, por que falar? Melhor viver!
Se eu for falar dum sentimento; voraz, arrebatador,
Sentar-me contando pétalas de flores será amor?
Se eu for viver de amor, melhor morrer!
Ficar junto a alguém até envelhecer.
Morrendo a cada dia pro meu ego,
Indo até o fim! À dor, à cruz, ao prego.
Se eu for viver de amor, melhor saber
Que é dar de si, sem ter que receber;
Que é mais que ter, é ser;
Que é atitude antes de sentimento.
Impalpável, invisível, porém,
Provável, perceptível, como a água e o vento.
Se eu for falar de amor, vou me perder!
Na vastidão, profundidade, na infinidade deste ser,
Que é pessoal! Verbo encarnado na pessoa de Jesus.
Sacrifical! Sacrifício de viver pra outrem e morrer na cruz.
É um rio correndo pro início, uma árvore chamada doação!
Um caminho que se deve escolher.
Mas, se eu for falar de amor, vou me perder!
Então, por que falar? Melhor viver.
Texto de Mário Machado
quarta-feira, 6 de outubro de 2010
Livre
Eu não tenho molde.
Vario conforme a lua,
Conforme o vento,
Conforme o tempo.
Pra quê ter fôrma
Se a mais bela forma da areia
É a inconstância das dunas?
Eu não tenho molde e não quero ter.
Sou a liberdade do mar
Em suas ressacas e calmarias.
Céu de brigadeiro?
Só se for pra comer de colher.
E quente;
Porque o morno nunca me satisfez.
By Sylvia Araujo
sábado, 2 de outubro de 2010
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