terça-feira, 26 de outubro de 2010

Inquieta, Tonta e Encantada


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Após nove ou dez conhaques
Acordei qual uma flor
Sem Engov nem ataques
Nem senti tremor
Homem sempre me aparece
Geralmente bem me dou
Mas um meia boca desses
Me desconcertou
Tinindo estou, curtindo estou
Criança chorando e sorrindo estou
Inquieta, tonta e encantada estou
Sem dormir, não tem dormir
O amor vem e diz: não convém dormir
Inquieta, tonta e encantada estou
Me perdi dominada e daí errei sim
Ele é uma piada, piada solta em mim
Ele é o fim e até o fim
Vou tê-lo para vê-lo com fé no fim
Inquieto, tonto e encantado também
Vi demais, vivi demais
Mas hoje eu já adolesci demais
Inquieta, tonta e encantada estou
Niná-lo eu vou, no embalo eu vou
Um dia na pele grudado eu vou
Inquieta, tonta e encantada estou
Ao falar ele sente travação, timidez
Mas horizontalmente, falando ele é dez
Perplexa e fim, conexo enfim
Com graças a Deus muito sexo em fim
Inquieta, tonta e encantada estou
Ele é tolo, mas um tolo
O seu charme as vezes tem
Em seus braços eu me enrolo
Que nem um neném
Caso é aquela coisa louca
Nem dormindo eu estou
Desde que esse meia boca
Me desconsertou...
Sensata enfim, constato enfim
Sua baixa estatura de fato enfim
Inquieta, tonta e encantada não mais
Doeu demais, rendeu demais
Você ganhou muito e perdeu demais
Inquieta, tonta e encantada não mais
Tive um surto dispéctico
Mas viver já não dói
Tenho peito antiséptico
Desde que você se foi
Romance, finis
Sem chance, finis
Calor a invadir o meu colã, finis
Inquieta, tonta e encantada não mais

Composição: Richards Rodgers / Lorenz Hart (Versão: Carlos Rennã)

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